Sr. Arcano
O poeta de uma sociedade decadente
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A sátira venenosa de Byron



“Beppo” é a história da reaparição de um marido há muito desaparecido.

Autor: Lord George Gordon Byron
Páginas: 170

 
Uma das maiores características de Byron é o quanto seu nome teve de importância para a história da Literatura. A sua biografia é de um fascínio indiscutível, e são de uma qualidade fantástica e soberba seus poemas satírico-narrativos da sua última fase, especialmente o inacabado Don Juan.

Autor pertencente à chamada Escola Romântica – estilo de uma época cujo romantismo impregnava a literatura, os poetas não se imaginavam ter uma vida regrada e burocrática. O que, muitas vezes, fazia com que eles levassem uma vida semelhante ao que queriam em suas obras. E era visto com bons olhos pelos poetas românticos a ideia da morte heroica, como a de um Petöfi; a trágica, como em Shelley, Puchkin ou Gonçalves Dias; o heroísmo ou o exílio patriótico, como em Nerval e Eminescu, ou o desaparecimento precoce, como em dezenas de casos. Byron experimentou tudo isso, e com uma dose de exagero que o levou a ser muito admirado por todos.

Foi um homem manco, característica de nascença. Sua família era repleta de pessoas alucinadas. Um homem que escolheu a devassidão e o alcoolismo como estilo de vida. Sua fama não era das melhores, e sempre foi um poeta polêmico. Teve uma relação incestuosa com sua meia irmã, e era colecionador de crânios humanos. Deixou seus conterrâneos assustados e perplexos quando, na cremação de Shelley, tentou de todas as formas ficar com o crânio dele, sem sucesso.

Morreu aos 36 anos com uma vida curiosamente cheia de conspirações políticas, sendo o herói da independência da Grécia, cuja capital guarda uma bela estátua sua perto das ruínas do Olimpéion.

Talvez uma da maiores injustiças literárias atuais envolvendo Byron é que hoje, infelizmente, sua poesia séria não é mais lida por quase ninguém. Porém, todos conhecem sua biografia.

No seu livro “Beppo, uma história veneziana”, um poema satírico em cem oitavas, na forma tipicamente latina da oitava-rima, o fio narrativo é uma história das mais simples, versão cômica do tema da reaparição de um marido desaparecido por muitos anos.

Tratando do modo de vida veneziano, os ligeiros costumes meridionais que retiram toda a gravidade dos casos de adultério, atacando constantemente a Inglaterra por comparação, seja por sua chuva, seu frio, seu nevoeiro, ou seus costumes, ou desmoralizar os poetas inimigos, os homens de letra que não possuem vida alguma que não seja em torno de canetas e resmas de papel.

No caso do autor, a exemplo de sua biografia, essa implicância é perfeitamente compreensível, e os versos em que ela é vazada são magistrais!

Aconselho a leitura desse livro a todos que admiram o gênero romântico da Literatura. Em especial o Romantismo – estilo de uma época repleta de poetas apaixonados e aventureiros. 
Sr Arcano
Enviado por Sr Arcano em 20/04/2017
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